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sábado, 22 de março de 2014

Rádio Telefunken modelo Concertino-Stereo 2093









































Marca Telefunken
Modelo Concertino-Stereo 2093
Ano 1959
País Alemanha

Número de série 775018

Válvulas 9
Caixa em Madeira
Altura 37,5 cm
Largura 61 cm
Profundidade 27 cm
Peso 14,3 Kg

Bandas de ondas OM/MW, OC/SW, OL/LW, FM

Alimentação AC 110/240 Volt

É o primeiro Concertino com um amplificador estéreo incorporado. Esses rádios são capazes de exibir som estéreo de um gira-discos ou gravador de fita, mas não estão equipados para recepção FM estéreo. Em 1960, a Europa ainda transmitia em estéreo, na Alemanha só foi implementado em 1964.



Mostrador


Comandos do lado esquerdo





Comandos do lado direito
Botões de selecção

Modelo no painel frontal

Vista lateral

Interior

Número de série






























































1 x EABC80
1 x EC92
1 x ECC83
1 x ECC85
1 x ECH81
    
2 x ECL82
1 x EM84
1 x EF89



Service manual

Esquema

Esquema




O TRANSÍSTOR

O nascimento do transístor iniciou a que será, porventura, a maior revolução tecnológica do século XX. Não foi, seguramente por acaso, que os três "heróis" da electrónica,  Bardeen, Brattain e Shockley, mereceram o Nobel da Física em 1956. Com efeito, o desenvolvimento do transístor não contribuiu somente para a construção de receptores de rádio muito mais pequenos, mais leves e mais baratos, como também transformou a electrónica por completo.
O transístor "passou" da rádio para a televisão.
O conhecimento adquirido com o transístor permitiu o desenvolvimento de computadores mais simples (do ponto de vista da electrónica) mas mais rápidos e potentes. O transístor "chegou" aos automóveis (ainda que os circuitos eléctricos principais dos carros usem relés em vez de transístores, mercê das potências eléctricas exigidas). O transístor "chegou" a praticamente tudo o que é electrónico.
 
Perguntar-se-á, mas, então, o que é um transístor? Para melhor compreender o princípio de funcionamento de um transístor, é útil saber que, do ponto de vista eléctrico, podemos dividir os materiais existentes no mundo em 3 categorias:
  • Bons condutores de electricidade: materiais que não oferecem grande resistência à passagem de corrente eléctrica. Exemplo: a maior parte dos metais (cobre, ouro, alumínio,etc).
  • Maus condutores de electricidade: materiais que não permitem (ou dificultam muito) a passagem de corrente eléctrica. Exemplos: plástico, papel, etc.
  • Semicondutores: materiais que não bons nem maus condutores. Permitem a passagem de corrente eléctrica dentro de certas condições. Alguns exemplos: silício, germânio, etc. Foi precisamente a descoberta dos materiais semicondutores o que permitiu a invenção do transístor.
Sem querer entrar em pormenores técnicos, os transístores utilizam um material semicondutor, de maneira a "controlar" a electricidade. Existem 2 modos principais de funcionamento utilizados na montagem de circuitos com transístores:

  • Como interruptor: um transístor pode funcionar como um interruptor (imagine um candeeiro que tenha em casa); fazendo uma analogia, imaginemos que em de se ter uma pessoa a ligar e a desligar o interruptor com os dedos, temos um sinal eléctrico que "dá ordens" ao transístor para abrir e fechar o "interruptor". Dando um exemplo, um transístor PNP ou NPN (tipos de transístores) tem 3 terminais, a saber: base, emissor e colector. A corrente eléctrica flui do emissor para o colector em função do sinal que entra na base. Não há sinal na base, não há corrente entre o emissor e o colector. Há corrente na base, há corrente entre o emissor e o colector.
  • Como amplificador de sinal: se tivermos uma corrente fraca, como um sinal de rádio, podemos aumentar essa corrente. É o que permite termos rádio pequenos mas com altifalantes relativamente potentes.
A título de curiosidade, o primeiro rádio com transístores foi o "Regency-TR1", lançado em 1954. Não obstante as prestações medíocres, trata-se de um marco da história da rádio, pormenor interessante: o rádio operava com uma pilha de 22,5 V, menor, em altura, do que uma corriqueira pilha AA de 1,5 V.



"Regency TR-1" aberto, em exposição no "Deutsches Museum", como o nome sugere, um museu de ciência e tecnologia que está situado em Munique, na Alemanha (Wikipédia).

Perguntar-se-á o leitor mais atento: e, então, as válvulas? Morreram de vez, ou ainda há aplicações para as válvulas electrónicas? A resposta é sim! Para aplicações que exigem uma potência considerável, como alguns emissores de rádio, por exemplo, são ainda utilizadas válvulas (ainda que os emissores recentes, dos últimos anos, sejam de estado sólido, isto é, completamente transistorizados). (fonte www.mundodaradio.com)


OUVIR RÁDIO SIM NA ONDA MÉDIA, o leitor que esteja na zona de Lisboa a ouvir a Rádio Sim na Onda Média, através dos 963 kHz Seixal, ou no Algarve através dos 891 kHz do emissor de Vilamoura, está a escutar o som de um velho emissor dos anos 80 que ainda trabalha a válvulas.

PREFERÊNCIAS DE AUDIÓFILOS, para aplicações de potência muito baixa, o transístor quase que matou a válvula... com raras e nobres excepções: alguns audiófilos preferem amplificadores de som a válvulas porque consideram que a distorção oferecida pelas válvulas é mais tolerável ao ouvido do que a distorção resultante do uso de transístores. Também alguns músicos utilizam amplificadores para os seus instrumentos eléctricos (guitarras, etc) a válvulas pela mesma razão.

ELVIRA FORTUNATO, licenciou-se em Engenharia Física e dos Materiais, doutorou-se em 1995 com distinção e louvor. É professora associada com agregação da Universidade Nova. É directora do Centro de Investigação de Materiais desde 1998. A wikipedia menciona-a como uma das inventoras da electrónica transparente. Recentemente ganhou uma bolsa de 2,25 milhões de euros – a mais avultada alguma vez atribuída a um português. O “seu” transístor de papel foi discutido na net por mais de cinco milhões de pessoas. Os principais jornais europeus debruçaram-se sobre as suas descobertas.

FRASES:

"Fazer transístores é como fazer bolos em casa."
Elvira Fortunato 




Histórico:
- Criado em 2014-03-14
- Actualização 2017-09-12 - Imagens, especificações, outra informação rádio e reformulação geral.

- Actualização 2018-01-06 - Novo formato.

sábado, 15 de março de 2014

Rádio Telefunken modelo D657W

















Marca Telefunken
Modelo D657W
Ano 1956
País Alemanha

Número de série 855642

Válvulas 5
Caixa em Baquelite e Plástico
Altura 27 cm
Largura 37 cm
Profundidade 20 cm
Peso 

Bandas de ondas OM/MW, OC/SW, OL/LW


Fonte de alimentação AC 110 / 220 Volt






Painel frontal em plástico creme e transparente com logótipo.

Mostrador com ondas e frequências.

Comandos, Direita: On/Off, Volume; Esquerda: Sintonização.


Teclas de selecção de ondas e Gira-Discos.

Traseira

Interior

Interior por baixo

Placa da antena interior.

Modelo
Número de série

















1 x EBC81
1 x ECH81
1 x EF89
1 x EL41
1 x EZ80








Esquema












Rádio: da galena ao transístor

A descoberta da electricidade, em meados do século XIX, aliada à demonstração da existência das ondas electromagnéticas, levou os cientistas que estudavam estes fenómenos físicos a imaginar um aparelho que pudesse "receber" ondas electromagnéticas. Por volta do ano de 1894, o físico Jagadish Chandra Bose utilizou um cristal de galena para detectar microondas.
Os desenvolvimentos tecnológicos no início do século XX permitiram a realização das primeiras transmissões de voz humana e música através de ondas hertzianas - aquilo que hoje se chama "rádio". Surgiu, no entanto, um problema na mente dos pioneiros da rádio: se havia que construir emissores, era também necessário desenvolver equipamentos que permitissem a recepção das emissões e a sua escuta pelos ouvintes. Neste contexto, o desenvolvimento do "detector de bigodes de gato", dispositivo electrónico construído utilizando um cristal de galena, permitiu a construção dos primeiros receptores de rádio de galena.


O detector de "bigodes de gato" recebia o sinal captado pelo fio da antena (onda electromagnética sinusoidal), e rectificava-o, isto é, convertia a onda num sinal contínuo (corrente contínua). Fazendo uma analogia, trata-se, grosso modo, do mesmo processo que permite, por exemplo, que a fonte de alimentação de um computador ou o carregador de um telefone móvel (telemóvel) receba a tensão alternada (AC) da rede (quando ligamos a ficha a uma tomada da nossa casa) e converta essa tensão alternada (que varia ao longo do tempo), numa tensão contínua (DC), que é também reduzida através de um transformador. Assim, estes detectores não eram mais que díodos primitivos (dispositivos electrónicos que permitem a passagem da corrente eléctrica num sentido, mas não deixam passar corrente no outro sentido). O detector estava ligado aos auscultadores, permitindo a audição de rádio. Importa salientar que, na época, só existiam emissões de rádio em Amplitude Modulada (AM), isto é, em Onda Longa, Onda Média e Onda Curta. O desenvolvimento do FM só ocorreu nos anos 40.


Não obstante a importância dos receptores a galena, o facto de não terem qualquer amplificação eléctrica e, consequentemente, oferecerem uma recepção de sinais muito fracos, que só eram audíveis através de auscultadores, entre outras restrições impostas pela tecnologia, levaram ao estudo de uma nova tecnologia que permitisse a escuta de rádio através de um altifalante que se fizesse ouvir numa sala, por exemplo. A solução viável na época era a válvula termiónica.


Da galena à válvula


As limitações dos rádios a galena levaram à invenção das válvulas termiónicas, dispositivos que podiam funcionar como díodo (substituindo os detectores de "bigodes de gato"), como, graças ao desenvolvimento da válvula tríodo, servir para amplificar um sinal, isto é, "pegar" num sinal fraco e "transformá-lo" num sinal mais forte.


A válvula díodo


De uma forma muito simplificada, um díodo termiónico é constituído por uma ampola de vidro onde existe vácuo, dentro da qual existe uma placa metálica (ânodo) e um filamento (cátodo). Se ligarmos uma pilha ou uma bateria em série com um mil-amperímetro (aparelho de medição da corrente eléctrica) a uma válvula, considerando a placa (ânodo) como o pólo positivo e o cátodo como pólo negativo, e se aquecermos o cátodo, então, a partir de determinado valor de tensão eléctrica aplicado ao sistema, começa a fluir uma corrente constante  (de electrões) entre o cátodo e o ânodo, não importa a variação dessa tensão. A este efeito, da passagem de uma corrente eléctrica que não varia, dentro de uma válvula, independentemente da tensão, chama-se efeito de Edison.

A válvula tríodo


Se a uma válvula díodo acrescentarmos um terceiro elemento, designado por grade de controlo, acrescentado entre o cátodo e o ânodo, então podemos controlar a corrente na placa (ânodo). Esta válvula de 3 terminais podia ser usada para amplificar uma corrente de entrada fraca, convertendo-a numa corrente de saída mais forte. Utilizando várias válvulas, é possível amplificar um sinal de rádio fraco, permitindo alimentar electricamente um altifalante. Assim, as válvulas vieram revolucionar a rádio, permitindo que famílias inteiras pudessem estar numa sala a ouvir as emissões que "saíam", quase por magia, da "caixa mágica" em cima de um móvel.

Da válvula ao transístor


Apesar das inovações tecnológicas, as válvulas tinham diversos problemas: além de serem frágeis (ampolas de vidro), tinham de aquecer (dissipando energia sob a forma de calor, pelo que tinham um consumo não negligenciável), ocupavam bastante espaço (mesmo um rádio "portátil" era grande, para os padrões actuais), obrigavam à utilização de tensões relativamente elevadas (o que, aliado ao consumo, fazia com que a autonomia com pilhas fosse reduzida) e iam-se degradando ao longo do tempo. Estas e outras desvantagens importantes levaram os cientistas a pesquisar uma tecnologia que fosse mais eficiente que a das válvulas.
Depois de uma grande investigação levada a cabo nos Estados Unidos pelo engenheiro John Bardeen, juntamente com os físicos Walter Houser Brattain e William Shockley, foi apresentado ao mundo, no longínquo ano de 1947, o primeiro transístor.

(fonte: www.mundodaradio.com)


GALENA, a galena é um mineral composto de sulfeto de chumbo (II), o mais importante dos minérios do chumbo e praticamente o único. Cristaliza no sistema cúbico, quase sempre em octaedros. Tem cor de chumbo, com um brilho metálico intenso e densidade 7,5. É geralmente encontrada em companhia de quartzo, esfalerita e fluorite. Serve para extracção também de prata, pois geralmente contém este metal. Fórmula química: PbS. A galena é um semicondutor e foi utilizado na confecção de díodos detectores antes da popularização do uso de dispositivos de germânio ou silício. É bastante conhecida entre os aficionados em electrónica por propiciar a confecção de um rudimentar receptor de rádio que não utiliza qualquer tipo de fonte de energia externa para funcionar, o rádio de galena.

FRASES:
"Eu nunca ouço rádio. Se é ruim, eu me divirto e, se for bom, tenho ciúmes de que não fui eu quem pensou sobre isso."
John Lennon




Histórico:
- Criado em 2014-03-15
- Actualização 2018-01-05 - Imagens, especificações, outra informação e reformulação geral.

- Actualização 2018-06-05 - Imagens, outra informação.






terça-feira, 11 de março de 2014

Rádio Telefunken modelo Gavotte 8 Export



















Comandos do lado esquerdo


Comandos do lado esquerdo















Selecção ondas + gira-discos

Modelo no painel frontal

Traseira
Marca Telefunken

Modelo Gavotte 8
Ano 1957
País Alemanha

Número de série 272446

Válvulas 6
Caixa em Madeira
Altura 30 cm
Largura 46 cm
Profundidade 20 cm
Peso 8 Kg

Bandas de ondas OL/LW, OM/MW, FM

Alimentação AC / 110-240 Volt 


Ligação traseira para um gira-discos


Ligação traseira para um gravador
Ligação para coluna de som externa

Interior

Interior + tweeter

Interior + tweeter

Vista lateral da traseira + tweeter

Modelo
Número de Série



























































































































































































































































































































































Válvulas


      


Outra informação e documentação




Histórico:
- Criado em 2014-03-11
- Actualização 2017-09-11 - Imagens, especificações, outra informação e reformulação geral.